Ipojuca ultrapassa Jaboatão e é o 2º maior PIB de PE
Fonte – Blog do Magno Martins, edição de 15.12.2011
Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, tirou de Jaboatão dos Guararapes o título de segundo maior PIB de Pernambuco. Sua participação aumentou de 8,65% para 9,03% entre 2008 e 2009, atrás somente do Recife, que participa com 31,67% de todas as riquezas produzidas no estado. A “fatia” de Jaboatão caiu de 9,09% para 9,01% no mesmo período.
De acordo com a Agência Condepe/Fidem, as maiores contribuições para a “ascensão” de Ipojuca foram as atividades de comércio, principalmente o atacadista de combustíveis (álcool, gasolina e gás liquefeito de petróleo), a indústria de transformação e os transportes, com destaque para o modal rodoviário. E a tendência é a de que essa participação continue crescendo por causa de Suape. Recife, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho (4,88%) e Olinda (3,32%) participaram com 57,91% do PIB estadual em 2009.
MAS ... VAMOS PENSAR UM POUCO!, POIS, ENQUANTO ISSSO, A POPULAÇÃO DE IPOJUCA É ABSURDAMENTE CARENTE DE:
- Hospitais adequados, maternidade, postos de saúde suficientes e de medicamentos. Inclusive para transportar doentes para outros municípios.
- Educação, pois seu índice de avaliação é inferior ao de Manari, a cidade mais pobre de Pernambuco. Além da má qualidade, cerca 35% são analfabetas.
- Saneamento básico, mesmo em Porto de Galinhas, umas da razões da Fliporto ir aportar em Olinda. Sem esgoto, mesma na beira mar, a podridão e o mal odor se espalha pelas calçadas causando mal-estar nos turistas e nativos.
- Habitação e urbanização para uma população tão pequena, apesar de ter a maior extensão territorial da Região Metropolitana do Recife. Não há regulamentação da moradia, mas de 90% da população não tem título de propriedade ou de uso da casa.
- Cursos profissionalizantes para o trabalho nas empresas de Suape, por isso os que nelas trabalham é no serviço de terceira e sazonal, mesmo assim recebendo os mais baixos salários. Não se prepara os ipojucanos e ipojucanas para os empregos das atividades-fins das empresas aqui situadas.
- Servidores com salários adequados, e os concursados são maltratados, a fim de que deixem os seus respectivos cargos.
- Transportes para os distritos. Para Camela (com uma população em torno de 20 mil habitantes e 12 mil eleitores), depois das 6 da noite não há qualquer transporte público, isso sem falar para Serrambi ou para Maracaípe. Imagine como é qualidade de vida dos habitantes de seus 72 Engenhos, onde, em certos períodos de chuvas, nem carros traçados passam.
- Não há, para a maioria da população que habitam as sedes dos distritos (Sede, Nossa Senhora do Ó, Camela) ou nos povoados (Maracaípe, Serrambi) postos da Celpe, da Compesa, um lugar para se receber um dinheiro ou pagar as contas, etc. Porto de Galinhas é um povoado, mais no seu lado rico, não ao descaso, como da própria cidade de Ipojuca. Na sede, acreditem se quiser, não há sequer um posto da Celpe – uma Agência do INSS nem falar.
- Serviços de correios, em razão da grande maioria de suas casas e estabelecimentos não terem ruas com nomes e/ou número. A própria sede da Prefeitura e da Câmara são s/n!
- Se for mencionar mais, daria um volumoso livro. A Receita de Ipojuca é inversamente proporcional ao lamentável IDH de sua gente, um dos mais baixos do estado. O que aqui impera são desmandos, os descasos, deixar o povo carente, para se manipular as eleições, a fim de se manter tão grave contradição.
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